6 de agosto de 2011

NSU - TT - 1967 - ALEMANHA

As fábricas NSU de Neckarsulm, lançaram em 1957 o seu primeiro pequeno automóvel - o PRINZ - com um motor de 2 cilindros e 20 cv.. Os modelos que se lhe seguiram conheceram grande sucesso, particularmente o "NSU PRINZ 1000 TT", lançado em Setembro de 1965. Com um motor de 1085 cc. desenvolvendo 55cv., levando-o perto dos 150 Km/h, o seu temperamento desportivo era bastante atraente. Automóvel de categoria média, era reconhecido pelos seus faróis gémeos, pelo retrovisor "soprt" e pelas suas cores vivas (era a época do poder das flores - Flower Power).
Em 1967, a NSU lançou uma nova versão com o nome abreviado para "NSU TT", equipada com um motor de 4 cilindros e 1177 cc. desenvolvendo 65 cv., assegurando uma velocidade de ponta notável e de 0 a 100 Km/h em 15 segundos, o que para a época era um tempo excelente.
As "performances" em estrada e o peso do motor na traseira, tornavam difícil controlar toda a potência deste carro "ligeiro". O ruído do escape, a sua sensibilidade ao vento e a potência do motor traseiro, valeram-lhe o epíteto pouco lisonjeiro de "Heckschleuder", apesar dos cerca de 66 mil entusiastas.
A NSU terminou a sua actividade em 1977, com o modelo "RO 80", com motor Wankel de 995 cc. e 115 cv.

SIMCA - 1000 RALLYE 1 - 1971 - FRANÇA

Em fevereiro de 1970, a Simca apresenta a primeira versão do 1000 Rallye, o primeiro de uma linha que iria dar que falar. Trata-se de uma versão aligeirada do um motor de 4 cilindros com 1118 cc. a debitar 53 cv.
Na sua apresentação ao mundo desportivo, é mostrado com o emblema da "gazela", sem as asas, e que passou a ser o emblema de competição da Simca, que contava rivalizar com os Renault 8 Gordini.
Os jovens dos anos 70, tinham a possibilidade de escolha entre estes dois "monstros" para saciar a sua sede de competição. O seu baixo preço, as suas cores vistosas e as sua elevadas prestações, criaram uma referência.
Dez anos de carreira para uma gama de viaturas que vai evoluir até ao Rallye 3, procurou manter o espírito jovem e desenvolto ... e hoje ainda correm ...

SIMCA - AROUND P60 - 1960 - FRANÇA

Em 1957, consciente do baixo regime do Arond, a famosa marca Simca decidiu, na pessoa de M. Pigozzi, melhorar o seu modelo Arond. Assim, em Setembro de 1958, foi lançado o novo modelo da série Arond : o P 60.
Os estudos centram-se sobre novas superfícies vidradas e novos aspectos das frentes e das traseiras, de estilo inédito. Mas a verdadeira inovação do P 60 não se fica por aí.
O P 60, é para a personalização dos anos 60. O Simca P 60 apresenta, com efeito, uma variedade de combinações e de opções diferentes: 25 pintutas diferentes, um Simca Rádio, a escolha das cores dos tecidos, os apoios de cabeça, as laterais brancas ... Todas estas combinações fazem do Simca P 60 uma viatura atraente e única para todos.
O modelo presente, foi nomeado de Montlhery, e além deste, houve também outro modelo nomeado Mónaco.
Os primeiros motores tinham uma cilindrada de 1089 cc. com 48 cv. e rapidamente evoluiu para o motor de 4 cilindos, 1290 cc. a debitar 70 cv. , a caixa de velocidades tinha 4 relações e atingia os 135 Km/h.
Foi construído entre 1958 e 1964, num total de cerca de 260.000 unidades

PEUGEOT - 302 DARL'MAT - 1937 - FRANÇA


Os veículos que o representante parisiense da Peugeot, Émile Darl'Mat, criou em reduzidissima série na década de 1930, tendo por base o "3o2" e depois o "402", eram roadsters da melhor raça. Três destas beldades pintadas de azul, a cor francesa de competição, demonstraram as suas qualidades e a sua velocidade no autódromo de Montlhéry e em Le Mans.
A base destes fantásticos roadsters consistia no robusto chassis do Peugeot de 1936, com suspensão dianteira independente. Como motor, Darl'Mat utilizou o quatro cilindros do 402, magnificamente modificado. Este grupo de 1991 cc. de cilindrada, dispunha de válvulas à cabeça e desenvolvia 70 cv.. Assim equipado, o carro possuía o temperamento necessário para atingir velocidades da ordem dos 140 Km/h.
Mas a velocidade ainda não era suficiente e tempos depois o concessionário da Peugeot, autêntico apaixonado pelos carros desportivos, utilizou outra colaça de alumínio e novos carburadores. A partir de então o motor de 1991 cc., passou a desenvolver 82 cv. às 4.500 rpm, e o chassis, do 402 Légère, passou a ter maior distância entre eixos. Em Le Mans, este carro assim preparado, chegou a atingir os 170 Km/h.
A carroçaria de formas cativantes, em alumínio, havia sido desenhada por um dentista de nome Paulin, e foi construída pelo carroçador Marcel Pourtout de Versailes. Mais tarde, a caixa manual de 4 velocidades foi substituída por uma caixa de transmissão automática de 4 relações que dispunha também de 4 marcas a trás.
Na mesma época e com a mesma base, foi lançado um coupé para estrada.
No total, foram construídas 104 unidades em dois anos, presumindo-se que actualmente ainda existam 30 desses carros devidamente recuperados.

30 de julho de 2011

MERCEDES BENZ - C 111 - 1969 - ALEMANHA




Tal como a Mazda, a Citroen ou a Chevrolet, também a Mercedes Benz se interessou pelo motor rotativo, pelo que não hesitou em lançar um programa de desenvolvimento em torno desta particularíssima tecnologia.
A pesquisa desenrolou-se em magníficos protótipos do C-111, autênticos laboratórios rolantes.
Não era usual na Mercedes Benz a montagem de "concept cars". No entanto, nos finais dos anos 60, a firma de Stuttgart decidiu divulgar o avanço dos seus trabalhos na tecnologia, então em voga, do motor rotativo, pelo que obteve a licença do motor criado por Felix Wankel.
A sua intenção era utilizar este motor revolucionário numa máquina superlativa: uma berlineta de motor central que pudesse ser a transposição moderna do 300 SL. Para participar nesta criação, foram chamados os veteranos da velha guarda: Karl Wilfert para o estilismo e Rudol Uhlenhaut para a técnica.
E o protótipo foi apresentado nos Salões de Frankfut e de Paris no ano de 1969. Era uma berlineta compacta, de estilo brutal, condensado, ditado pela técnica, cuja estrutura se apoiava numa plataforma em chapa de ferro cinzelada e soldada.
Num olhar de relance ao passado, as portas eram do tipo "papillon".
Os primeiros protótipos, dispunham de um motor "Walkel" de três rotors (camaras) e desnvolviam 280 cv. às 7.000 rpm..
Depois, a Mercedes Benz continuou as suas pesquisas com motores de quatro rotors, que reivindicavam os 350 cv., também às 7.000 rpm.. Pensava a Mercedes Benz comercializar uma pequena série de C-111, mas o primeiro choque petrolífero impôs outras prioridades, pelo que o programa teve de prosseguir com motores "diesel".
O C-111 bateu imensos recordes de velocidade em Nardo, em Julho de 1976, e mais tarde, em 1978, a Mercedes Benz ainda produziu um novo protótipo, o C-111-III, refundindo as sua performances até ao limite, tendo depois abandonado o projecto do motor rotativo


AUDI - ROSEMEYER - 2000 - ALEMANHA

Este "monstro" da Audi apresentado em 2000, foi baptizado com o nome de RESEMEYER , em homenagem a um antigo piloto desportivo alemão. (a)
Desenhado por PETER SCHREYER, inspirou-se nos Auto-Union dos anos 30, em particular no modelo "C", com o qual Hans Stuck atingiu os 333 Km/h., numa auto-estrada italiana, no ano de 1935.
Este carro, preparado pela Audi Sport, foi equipado com um motor de 16 cilindros (W16), de 64 válvulas com 8004 c.c. desenvolvendo 630 cv., montado central e longitudinalmente.
Está dotado de uma transmissão integral "Quattro" e atinge facilmente os 350 Km/h., demorando menos de 4,5 segundos para ir dos zero aos 100 Km/h.
A Audi, não revelou o número de unidades produzidas,

a)Rosemeyer, foi considerado o melhor piloto de corridas da Alemanha, no seu tempo. Morreu com a idade de 28 anos, ao tentar bater mais um recorde de velocidade, em 28 de Janeiro de 1938, quando o seu Auto-Union Streamliner rolava a cerca de 440Km/h., na auto-estrada de Frankfurt-Darmstad.

AUDI AVUS QUATTRO - 1993 - ALEMANHA

O Audi Avus Quattro é um estudo de tecnologia de carros desportivos para futuras gerações e novos carros. O seu estilo reflecte desporto e funcionalidade. As suas curvas arredondadas seguem os contornos das grandes rodas. O material da carroçaria deste carro desportivo futurista é em alumínio, trabalhado manualmente, e polido. O alumínio é mais brilhante do que o aço e completamente reciclável. Outra característica do novo conforto de condução é a tecnologia "Quattro" em conjugação com rodas com rodas de 20 polegadas. As portas, de acção silenciosa, deslizam para cima. No coração do Avus está o motor de 12 cilindros em "W", com 5998 cc. e 510 cv.
O Audi Avus Quattro é um carro desportivo onde muitas características têm um grande futuro.
Foi em 1993 que a Audi iniciou o projecto de um motor com três bancos de 4 cilindros cada. Porém, em 1994, depois de um profundo estudo de mercado, suspendeu este projecto dado não ter encontrado procura suficiente para lhe dar continuidade, pelo que o projecto ficou apenas pelas duas unidades experimentais construídas.

ASTON MARTIN - VANQUISH V/12 - 2002 - REINO UNIDO



Apresentado em 2001, o Vanquish foi adoptado para celebrar o 40º. aniversário do Agente de Sua Majestade, o já muito célebre James Bond, ou 007, no filme "Die Another Day".
Assim, o presente modelo reproduz o carro apresentado no filme, incluindo os respectivos "truques", como o banco ejectável , as armas sobre o capot e por trás da matrícula da frente.
Este modelo V/12 com 48 válvulas, também designado por Q Branch, depois de colocado no mercado tornou-se mais conhecido por Vanquish, cuja tradução para português significa : vencer, subjugar, conquistar.
Está equipado com um motor de 12 cilindros em "V" com 5935 c.c. e 450 cv. de potência.

ASTON MARTIN - DBR1 - 1959 - REINO UNIDO

O Aston Martin DBR1, foi criado para vencer e fazer frente à Ferrari. De 1956 a 1959, apenas foram construídas cinco unidades, cujos chassis foram numerados de 1 a 5.
Em 1959, a dupla Carrol Shelby e Roy Salvadori, venceu as 24 Horas de Le Mans, ao volante do DBR1 com o chassis nº.5 e com o número de competição "5", tendo outro DBR1 ocupado o 2º. lugar.
Estavam equipados com um motor de 6 cilindros com 2992 c.c., a debitar 254 cv.

1 de fevereiro de 2010

CHEVROLET CORVETTE MAKO SHARK - 1961 - U.S.A.

As linhas básicas do "concept-car" Corvette Mako Shark de 1961 foram inspiradas por um tubarão Mako, apanhado na costa da Forida por William L. Mitchell.
Mitchell era na altura Vice-Presidente do gabinete de estilística da General Motors, hoje conhecido como "General Motors Design Center".
O "concept-car" Mako Shark foi acabado com uma pintura, constante de um arranjo de cores, baseada num azul iridiscente na parte superior que combinava com um branco na parte lateral do corpo, tal como as cores naturais do tubarão apanhado por Bill Mitchell.
O presente modelo, produzido em 1961, está equipado com um motor V/8, de 6994 c.c. com 425 cv. de potência.
Este motor tem o bloco totalmente em alumínio , cabeças múltiplas de admissão, e um carburador de 4 corpos, o que lhe confere a potência já referida.
Presentemente o Mako Shark faz parte do "Vintage Concept Car Collection", dirigido pelo "General Motors Sesign Centar"

AUDI R8 LE MANS - 1999 - ALEMANHA

O novo modelo AUDI R8, é um automóvel de competição puro. Em toda a sua construção foi empregada toda a tecnologia de ponta da indústria dos automóveis de corrida, desde a estrutura do chassis em fibra de carbono, até ao motor V/8, com 3596 c.c. a debitar 610 cv.
Wolfgang Ulrich, Director da Audi Sport, comentou sobre o R8 "... o Audi R8 é totalmente novo. Concentramos os nossos esforços na aerodinâmica e especialmente na redução da área frontal. Mesmo assim reduzimos o peso para que os engenheiros possam efectuar revisões detalhadas e concentrar o peso em distintos lugares para se ajustar às características dos diferentes circuitos de corrida. Modificou-se igualmente a carroçaria e a estrutura, proporcionando assim maior protecção ao piloto, devido a uma cabina mais alta... ".
A Audi, participou em 1999 na lendária corrida das 24 Horas de Le Mans. No ano de estreia em Le Mans obteve os 3º e 4º lugares, mas em 2000 obteve retumbante vitória, com o 1º, 2º, e 3º lugares.

TRIUMPH TR4 - 1961 - REINO UNIDO


A 4ª. geração do 195 Triumph "TR" foi lançada em 1953 e pertence aos típicos desportivos britânicos de 2 lugares. Em Setembro de 1961, no Salão de Francfort, foi apresentado o "TR 4". Criado pelo desenhador italiano Giovanni Michelotti, com uma linha marcada pelas superfícies lisas, apresentava uma dianteira original graças aos faróis redondos, acompanhados pela linha do capot onde sobressaía uma característica bossa destinada a assegurar o espaço necessário para o carburador.

Este modelo foi disponibilizado em duas versões, uma de capota flexível e outra de capota rígida. O interior do "TR 4" definia-se pela abundância do equipamento disponível, assim como pelo painel de bordo forrado e a regulação de luminosidade dos instrumentos. Este modelo, foi o primeiro de série com uma caixa de 4 velocidades sincronizadas. Dispunha de um motor de 4 cilindros em linha com 2138 c.c. e 100 CV..
A combinação entre a mecânica robusta e fiável e uma carroçaria inovadora e moderna, foi rapidamente um verdadeiro sucesso para a Triumph. Em Janeiro de 1965, tinham sido já produzidas 40.253 unidades.
Entre os acessórios da época, o comprador podia encomendar um magnífico hard-top e/ou rodas raiadas. Para os Estados Unidos da América, foi exportada a versão TR 250, com um motor de 6 cilindros. Nos finais de 1965, foi substituído pelo TR 4A.

RENAULT CARAVELLE - 1964 - FRANÇA


Em Março de 1962, o Floride "S" sucede ao Floride Cabriolet, enquanto que o "Caravelle" suplanta os dois. Numerosas modificações acompanham este novo nome de baptismo: mais tomadas de ar nos lados, um "docel" mais elevado sobre a traseira melhorando a habitabilidade (no cabriolet), um vidro traseiro aumentado (no coupé), uma bateria de 12 volts em vez dos anteriores 6 volts, quatro travões de disco (em vez de tambores atrás) e, sobretudo um novo motor mais potente.
O Caravelle apareceu nos finais de 1963, fazendo desaparecer definitivamente a designação Floride, que ficou para o cabriolet. Esta nova versão, dispunha de um motor de 4 cilindros com 1108 c.c. a debitar 47 cv. a que se ligava uma nova caixa de quatro velocidades sincronizadas.
Apesar de todas estas actualizações regulares, a família Floride/Caravelle não conseguiu sair da sua imagem muito modesta e, a partir dos anos 60, a sua linha parece já muito antiquada.
Em 1966, apenas pouco mais de 3.000 unidades saíram da linha de fabrico e a produção pára, sem ruído, em Julho de 1968.

WARTBURG 311 COUPÉ - 1959 - ALEMANHA

O modelo "311 Coupé 2+2", tem as mesmas características do cabriolet, possuindo um interior bastante agradável. A sua carroçaria foi desenvolvida em absoluto segredo devido às imposições das autoridades comunistas, e a aceitação do projecto só foi oficialmente confirmada pela comitiva da Feira de Leipzig.
O radiador destes motores de 3 cilindros, ficava colocado por trás do motor, e não à frente.

WARTBURG 311 Cabriolet - 1959 - ALEMANHA

A tradição de qualidade da fábrica de automóveis de Eisenach, situada em Wartburg, especializada em viaturas de acabamentos de qualidade e classe superior, conheceu uma abrupta paragem em 1952, quando esta empresa se tornou propriedade do estado, a República Democrática da Alemanha (RDA).
Foi então que a "Administração da Indústria" ordenou a produção de uma viatura económica - o F 9- em cujo projecto a firma não teve qualquer participação. Para manifestar a sua independência, a firma, rebaptizada AWE (Automobil Werk Eisenach) apresentou na Feira de LEipzig de 1956, uma gama completa de modelos cujo desenvolvimento lhe foi interdito pelas autoridades comunistas.
O Wartburg 311 tinha uma carroçaria atraente . Estava equipado com o motor de 0,9 litros do efémero F 9, mas com melhoramentos introduzidos pela fábrica, permitiam-lhe desenvolver 38 CV.
Poucas viaturas europeias ofereciam uma tal possibilidade de escolha de carroçarias, pois não sendo um "monocoque", o chassis permitia uma rápida mudança de carroçaria.
A versão cabriolet, cuidadosamente acabada estava virada para a exportação, e tinha a particularidade de chamar as atenções. Todas as versões "311" foram continuamente melhoradas. Em 1958, a viatura foi equipada com caixa de velocidades sincronizada, os limpa-parabrisas passaram a funcionar em paralelo, e uma nova grelha passou a decorar a frente do "311", que manteve o motor de 3 cilindros, 900 c.c. de cilindrada e 38 cv. de potência.

4 de agosto de 2009

FIAT X 1/9 - 1974 - ITÁLIA

Quando a Fiat desenvolveu o carro de família com o novo motor de tracção à frente, "brincou" com a ideia de estar a desenvolver um derivado do "Spider Bertone" -um dos mais fiáveis consultores de estilo-, pensava de forma diferente e propôs um carro com o motor situado a meio (meia-nau).
O resultado, revelado em 1972, foi o Fiat X 1/9,Targa" de dois lugares que se vendeu extraordinariamente bem durante mais de 15 anos. Durante esse tempo, o carro sofreu um facelifting, uma alteração do nome e uma significativamente actualização mecânica.
De muitas formas este carro, foi a inspiração do Lancia Monte Carlo, que era um carro maior mas basicamente com o mesmo aspecto, as mesmas vantagens e os mesmos inconvenientes.
O pequeno e compacto monocoque do X 1/9 era novo, mas a maior parte da mecânica foi melhorada do "128", ou modificada desse design. O segredo era montar o bloco transversal motor/transmissão do "128" por trás da cabina, onde poderia fazer a tracção às rodas de trás.
Apesar do carro original ter só 151 polegadas de comprimento, foi um milagre de "embalagem". Uma vez que o depósito de combustível e o pneu sobresselente estavam montados atrás dos bancos, havia espaço para a bagageira à frente e havia outro espaço também por trás do próprio motor. O painel do tecto podia ser removido e deixado em casa ou guardado debaixo do porta bagagens da frente. O X 1/9 (o título era também o código do projecto da Fiat) era um carro pequeno, tão bonito que foi pouco simpaticamente chamado de "especial de cabeleireiro", o que era injusto para um chassis que tinha um excelente comportamento. Inicialmente, com um motor de 4 cilindros com 1290 c.c. e 73 cv., e uma caixa de 4 velocidades , quase não conseguia alcançar os 130 Km/h. A partir de 1978, foi-lhe aplicado um motor de 1,5 litros , uma nova caixa de 5 velocidades e foi mais do que um desafio para carros como o MGB ou o Triumph Spitefire.
Dez anos após o seu lançamento, período durante o qual a Fiat produziu mais de 150.000 unidades, Bertone assumiu a montagem, e o carro recebeu o logótipo "Bertone". Por esta altura, porém, o carro tinha já passado o seu pico e vendeu-se lentamente até 1988, ano em que os seus últimos exemplares foram produzidos.
O X 1/9 1500 tornou-se oficialmente um modelo Bertone em 1982, mas mecanicamente sem alterações até ao final da sua produção. "

CITROEN Méhari - 1983 - FRANÇA

O Citroen Méhari, foi apresentado oficialmente no Salão Automóvel de Paris, em Setembro de 1968, com um motor de 2 cilindros horizontais/opostos, de 602 c.c. de cilindrada e a debitar 30 cv. de potência, além de apresentar quatro rodas independentes. O seu nome, então, era Dyane 6 Méhari e ficou nos primeiros tempos ligado à gama "Dyane". A particularidade do Méhari, provinha do facto de ter sido o primeiro veículo francês de série a ter uma carroçaria de plástico termomoldado (ABS=acrylonitrile butadienstyrène) oferecendo entre outras, a vantagem de não ser atingida pela corrosão e de proporcionar um ganho no peso. O Méhari estava igualmente disponível numa versão "4x4". Uma versão decididamente todo o terreno que a Citroen lançou com a ambição de oferecer um motor capaz de enfrentar as condições mais extremas e de passar em todo o tipo de terreno sem esforço. A Citroen entendeu que o seu Méhari, deveria ter direito a uma extravagância, e em Abril de 1983 lançou uma série limitada de 700 exemplares que baptizou de "Azur". Esta versão recebeu uma capota original e diferente que só permitia uma única forma de descapotável na parte traseira.
Construído de 1968 até 1986, foram produzidas 144.953 unidades, que ficarão definitivamente como um verdadeiro fenómeno de moda e icon de uma época.

CHEVROLET Nomad Wagon - 1957 - U.S.A.

Nos Estados unidos da América "Wagon" significava nos anos 50, o carro de serviço da família.
Em 1955, a Chevrolet lançou uma versão "wagon", o Bel Air Nomad. Na altura do seu lançamento, foi para a marca um ano excelente, pois com a apresentação de novas carroçarias e novos motores, provocou no seio da divisão popular da G.M., uma autêntica revolução, tendo sido nesse ano vendidas 8386 unidades.
Porém, em 1956, sendo um dos carros mais caros, o número de vendas baixou tendo sido o ano de 1957 o pior ano para a Chevrolet, em que a produção do Nomad baixou para as 6103 unidades.
1958 marca o fim deste modelo da Chevrolet, que tendo-se apresentado como promissor, acabou por ter pouca procura.
Equipava-o um motor de 8 cilindros em "V" com 4600 c.c. de cilindrada e 283 cv. de potência.

BORGWARD Isabella - 1957 - Alemanha














A marca BORGWARD, aparece numa época inolvidável da história do automóvel, e ficará ligada a uma viatura entre as mais belas e mais apreciadas do seu tempo -o Isabella -aparecido em 1954. Não passou porém deste Isabella, que atingia os 150 Km/h., graças ao seu motor de 4 cilindros com 1493 c.c. de cilindrada e 75 cv. de potência.
A classe deste carro com "raça", fez mossas no carroçador Karl Deutz de Colónia, já que tinha proposto uma versão coupé do Isabelle em 1954, e que pôs no mecado a versão cabriolet.
A Deutch cobrava cerca de DM-15.600,00 por carroçaria. Esta verba, impossível de pagar pela maioria dos potenciais compradores, não permitiu à Deutz a realização de mais do que alguns, raros, exemplares do "coupé cabriolet".
Ainda hoje o Isabella faz parte dos automóveis mais reputados da sua época.
Foi Carl F. Borgward que criou pessoalmente a sua carroçaria, de formas elegantes, modelando-a em plasticina, com a ajuda de uma faca de cortar pão, e a publicidade da época não se cansava de salientar que "... cada condutor de um Isabella nota nitidamente os olhares de admiração de quem o vê passar e o segue com o olhar ..."